O processo seletivo da CloudWalk foi longo, confuso e, em alguns momentos, desnecessariamente exaustivo.
Desde o início fui informada de que o processo teria as seguintes etapas: entrevista inicial com RH, teste online, case, entrevista pós-case com TLs, COO e CEO.
A entrevista inicial com RH foi tranquila e objetiva, assim como o teste ao vivo. O case enviado era mais complexo, mas perfeitamente executável em cerca de 20 minutos. Após o envio, participei da entrevista pós-case com dois entrevistadores, que foi ok, embora com um clima menos receptivo. Muitas perguntas foram focadas no uso de IA no dia a dia e no trabalho.
Em seguida, fiz a entrevista com o COO, que foi positiva e bem conduzida. No entanto, durante essa conversa descobri que minha candidatura havia sido direcionada para outra vaga diferente daquela para a qual me inscrevi originalmente. O próprio COO comentou que a “vaga 1” seria mais adequada para mim — informação que nunca havia sido comunicada previamente. Só percebi essa mudança no meio da entrevista, o que gerou confusão e insegurança sobre o processo.
Após essa etapa, fui informada de que seguiria para a entrevista final com o CEO. Pediram referências, entraram em contato com meu ex-chefe e colegas de trabalho, e tudo indicava que o processo estava bem encaminhado. Ainda assim, foi adicionada mais uma entrevista, novamente com as mesmas duas pessoas que já haviam me entrevistado anteriormente.
Considero essa decisão pouco cuidadosa com o tempo e a energia do candidato. Processos seletivos exigem preparo e disponibilidade emocional, e repetir entrevistas com os mesmos avaliadores foi desmotivador.
Diante disso, e também por estar doente no dia, encerramos o processo com uma negativa da empresa. No total, todo o fluxo durou cerca de um mês.
A empresa tem pontos positivos e pessoas acessíveis, mas acredito que o processo seletivo poderia ser muito mais claro, enxuto e respeitoso com a experiência do candidato.