Recrutadora bancando a informal, como se fôssemos amigos de longa data. Enviou uma avaliação de fit cultural antes mesmo da entrevista acontecer. A mensagem, automática, dava a entender que a conversa já havia acontecido, que a pessoa do RH havia achado interessante saber o que me motivava, elogiando a minha trajetória, etc. Primeira bola fora! Desconheço o candidato primeiro responder um assessment, para depois passar por uma avaliação com o RH.
Ao abrir para questões, eu, enquanto candidato, perguntei a localização do escritório de SP, mesmo sabendo se tratar de uma vaga remota, e a resposta que ouvi foi: “ninguém do time vai ao escritório, nunca, o time não se reúne”. Provavelmente não devo ter escondido minha cara de espanto! Quer dizer que uma área que interage com TODAS as demais da companhia, sim, porque todas as áreas precisam contratar alguém, não dedica tempo para construir relacionamentos, para ter conversas olho no olho, e entender as necessidades e nuances de cada cliente? Nem mesmo o próprio time de recursos humanos preza por este tipo de troca? Eu sou totalmente a favor de formatos remoto e híbrido, que permite a flexibilidade e a riqueza de você criar relações, estreitar outras, ver e ser visto! Isso inclusive é papel FUNDAMENTAL de um bom recruiter: se relacionar! Não apenas através de telas de notebook! Eu tenho certeza que muitos negócios que adotaram o formato 100% remoto, tem resultados negativos ou má performance porque as pessoas FINGEM que trabalham, fingem estar ocupadas.
A segunda bola fora deste indivíduo do RH, que no dia da conversa comigo demonstrou ser meu BFF, foi me deixar no vácuo no WhatsApp, e enviar outra mensagem automática por e-mail com o retorno; mensagem esta que não quer dizer nada!
Agradeço realmente por não ter avançado, eu não suportaria trabalhar em um local onde as relações e os relacionamentos não são incentivados, onde se vive a cultura da casa de um e não uma cultura corporativa!