Fui contactada via LinkedIn por uma recrutadora da HW com uma proposta para uma vaga na área de Operations.
Participei numa entrevista online, inicialmente agendada para 30 minutos, mas que acabou por durar cerca de uma hora, sem grande estrutura ou clareza relativamente às funções em causa. Ainda assim, fui convidada para uma fase prática presencial.
Esta etapa exigiu que me deslocasse 70 km até às instalações da empresa, num sábado de manhã, o que implicou custos com portagens, combustível e estacionamento. Cheguei antes da própria recrutadora, que acabou por se atrasar.
O chamado “teste prático” consistiu em resolver casos reais de clientes — incluindo reclamações, problemas de check-in e outras situações operacionais — ao longo de cerca de 3 horas, sem qualquer tipo de formação prévia sobre as plataformas utilizadas, procedimentos internos ou o tom de comunicação da marca.
Fui ainda desafiada a apresentar uma proposta de resolução para um problema com uma hóspede, com o objectivo de evitar o cancelamento de uma reserva — um caso que também era real, não hipotético.
Durante todo este processo a própria recrutadora (que, aparentemente, continua a desempenhar funções na equipa de operações) esteve ao meu lado a atender chamadas de hóspedes enquanto eu resolvia os casos.
Após quase 4 horas de presença na empresa, e com um custo pessoal estimado em cerca de 30€, não recebi qualquer tipo de feedback. Enviei um e-mail de follow-up e nunca obtive resposta.
Importa ainda referir que todo o contacto foi feito exclusivamente via LinkedIn e e-mail — nunca me foi solicitado o currículo nem o número de telefone.
Considero que este processo revelou uma clara falta de profissionalismo, planeamento e respeito pelo tempo e esforço dos candidatos.
A sensação foi a de estar a trabalhar gratuitamente, num ambiente marcado pela sobrecarga e falta de organização.
Recomendo precaução a quem esteja a considerar candidatar-se a esta empresa, especialmente em processos que envolvam fases práticas não remuneradas.