Pros
Uma equipe engajada e com muita vontade de fazer acontecer.
Cons
- Não recomendaria a empresa com base na minha experiência. Desde o processo de contratação, o que foi alinhado sobre comissões, carteira e potencial de ganho não se confirmou na prática. As regras mudavam ao longo do caminho, o que afetou diretamente minha previsibilidade e motivação.
- Sobre remuneração variável, senti ausência de critérios claros e documentados. Em diferentes momentos apareceram ajustes e custos que não estavam previamente comunicados, diminuindo o valor final esperado. Isso gerou insegurança e frustração.
- “Carta branca” que não se sustenta: fui informado de que teria autonomia para tocar frentes comerciais e decisões do dia a dia. Na prática, quase tudo precisava passar pela aprovação direta da liderança, especialmente do proprietário. Isso resultou em decisões centralizadas, pouca agilidade e sensação de que a empresa funciona de forma pessoal e pouco cooperativa.
- A gestão de carteira me pareceu pouco transparente. Entrei com expectativa de originação e ownership de contas que, na prática, não se sustentou. Essa falta de clareza alimentou conflitos internos e prejudicou o desempenho comercial.
- Metas e processos foram outro ponto sensível. Recebi metas genéricas, sem desdobramento tático, sem um forecast consistente e sem playbooks sólidos. A operação soava reativa, com baixa disciplina de CRM e pouca previsibilidade.
- A cultura de comunicação não funcionou para mim. Houve cobrança recorrente fora do horário, sem alinhamento prévio de disponibilidade. Isso impactou meu equilíbrio vida-trabalho e criou um ambiente de pressão contínua.
- Experimentei um nível alto de micromanagement. Mensagens ao cliente e e-mails passavam por aprovações detalhadas, o que limitou minha autonomia e velocidade. Para profissionais experientes, isso tende a ser desmotivador.
- Não vi um plano de desenvolvimento claro nem um caminho estruturado de evolução. A priorização parecia muito de curto prazo, com mudanças frequentes de direção e pouca consistência em indicadores.
Resumo pessoal:
- O que funcionou: colegas comprometidos e desejo genuíno de fazer acontecer.
- O que não funcionou (principal): falta de transparência em comissões e carteira, metas pouco claras, “carta branca” que não acontece na prática, pressão fora do horário e alto micromanagement.
- Veredito: pela minha vivência, não recomendo a empresa. Se ainda assim alguém considerar uma proposta, sugiro formalizar por escrito todos os pontos de comissionamento, definição de contas, metas, autonomia real (o que precisa ou não de aprovação) e expectativas de disponibilidade antes de aceitar.