O ambiente é altamente tóxico. A liderança muda de direção o tempo todo, reorganiza as equipes de forma impulsiva e contraditória, desfaz tudo dias depois, cria cargos “estratégicos” que são eliminados mais tarde e toma decisões sem qualquer tipo de planejamento ou consistência. A instabilidade é constante e os objetivos mudam o tempo inteiro, muitas vezes se contradizendo, o que inviabiliza qualquer trabalho sério ou sustentável.
A cultura de controle é levada ao extremo. A empresa usa ferramentas que tiram prints da tela dos colaboradores e registram tudo o que é feito, num nível de monitoramento que ultrapassa completamente o aceitável para um ambiente profissional saudável. Isso gera um clima de pressão, medo e total falta de privacidade, onde, por mais que você entregue, nunca é suficiente.
A forma como algumas lideranças e o RH contornam leis e lidam com as pessoas é profundamente problemática e discriminatória: criam conflitos entre colaboradores, fazem humilhações públicas, promovem discriminação, expõem informações pessoais e situações privadas, fazem comentários desnecessários e adotam uma postura que desmotiva qualquer um, incentivando ativamente uma cultura de acusação e conflito entre colegas.
Os salários precisam ser conferidos com atenção, porque volta e meia surgem inconsistências e falhas que obrigam os colaboradores a ficar em alerta.
O “seguro de saúde” oferecido é fraco, com cobertura mínima, praticamente sem utilidade.
Outro problema sério é a falta de coerência entre o que é prometido no recrutamento e o que realmente acontece depois: vagas anunciadas como remotas ou híbridas acabam tendo exigências presenciais impostas de forma unilateral, sem qualquer alinhamento com o que foi combinado inicialmente.